quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mais Médicos: profissionais estrangeiros participam de oficinas e visitas no Rio

Os doze médicos estrangeiros que ingressaram na primeira fase do programa Mais Médicos, do Governo Federal, participaram de uma oficina com foco em Atenção Básica e visitaram as instalações do Centro de Diagnóstico por Imagem do Governo do Estado do Rio, nesta quinta-feira (19/9), no Centro da cidade. As atividades fazem parte do cronograma de eventos elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde para a capacitação dos profissionais sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo será encaminhado aos municípios na segunda-feira (23/9), para novas rotinas de capacitação. O secretário de Gestão Estratégica e Pacificadora do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, destacou que o programa Mais Médicos já apresenta bons resultados no Rio e os depoimentos dos prefeitos comprovam a eficácia do programa.
O grupo de médicos que participou no decorrer da semana das oficinas programadas pela Subsecretaria de Atenção à Saúde do Governo do Estado vai atuar na Atenção Básica dos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Paracambi, Queimados e Rio de Janeiro. No dia primeiro de outubro, os médicos brasileiros vão ocupar os seus postos nas unidades de saúde e os médicos estrangeiros inscritos na segunda fase do programa chegam ao Brasil no dia quatro de outubro, mas só começam a trabalhar em novembro. Antes disso, eles vão passar pelo mesmo processo de adesão que os médicos estrangeiros inscritos na primeira fase do Mais Médico foram submetidos, nas etapas de acolhimento, avaliação médica, provas com conteúdo técnico e teórico, além das oficinas e visitações. Esse processo deve demorar quatro semanas.
Segundo Odorico Monteiro, os critérios para adesão dos médicos do programa aos municípios serão informados pelas prefeituras, que devem informar as maiores necessidades nas suas áreas de jurisdição. “Esses profissionais estrangeiros são de diversas nacionalidades e vão trabalhar em regiões carentes, para suprir as vagas que não foram preenchidas pelos médicos brasileiros. Eles estão sendo treinados sobre o sistema de regulação, protocolos e parte clínica, com médicos referenciados do país. Com pouco tempo de implantação, ficou comprovada que a estratégia do programa foi correta, dando primeiro a oportunidade de trabalho aos profissionais brasileiros e estamos recebendo muitos elogios por parte dos prefeitos aqui do Rio”, comentou Monteiro.
Pelos dados apresentados pela secretaria de Gestão Estratégica e Pacificadora, 70 médicos foram selecionados para atuar em 14 municípios inscritos no Estado do Rio de Janeiro, na primeira etapa do programa. Desse contingente, 60 são brasileiros e 10 estrangeiros. Pelos números preliminares, a segunda fase do programa conta com 24 brasileiros inscritos e 36 estrangeiros, mas os dados oficiais serão contabilizados nesta sexta-feira (20/9), quando encerra o prazo de homologação dos médicos. “Se todos os solicitantes fizerem as suas homologações, teremos um total de mais 132 médicos atuantes, beneficiando uma média de 92 mil famílias em áreas carentes”, destacou Odorico Monteiro. 
A Superintendente de Atenção Básico do Estado do Rio, Andrea Melo, explicou que as atividades nas oficinas e visitações às unidade de saúde são essenciais para a compreensão do sistema de regulação e estrutura da Saúde do Estado e todos os médicos estrangeiros que ingressarem nas duas etapas do Mais Médico devem passar por essa etapa de aprendizado e adaptação. O Centro de Diagnóstico por Imagem do Governo do Estado atende a pacientes do SUS encaminhados pelos municípios fluminenses e é referência para os médicos da rede. Por mês, são realizados mais de 25 mil exames de diagnóstico, entre tomografia, ressonância, ultrassonografia, mamografia, ecocardiograma e raios-X.
A médica espanhola Amaia Focez faz parte do grupo de profissionais estrangeiros selecionados pelo programa e classifica o Mais Médico como um genuíno esforço do governo brasileiro em melhorar a saúde no país. “Essa foi a característica que mais me chamou a atenção no programa”, disse ela. Amaia, que atuava na área da saúde no Reiono Unido, contou que seu maior desafio será a adaptação cultural com as comunidades mais carentes. A médica tem especialização na área da saúde familiar e acredita que para clinicar na Atenção Básica não há necessidade de muitos recursos tecnológicos e insumos básicos. “O diagnóstico deve ser mais humanizado e no exame clínico, no tato mesmo”, disse Amaia.

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